Entre os automóveis que ultrapassaram a condição de meio de transporte para se tornarem símbolos culturais, poucos alcançaram o status do Aston Martin DB5.
Lançado originalmente em 1963, o modelo entrou definitivamente para a história ao se tornar o carro de James Bond no filme 007 Contra Goldfinger (1964). Desde então, o DB5 passou a representar um ideal de elegância, tecnologia e poder associado ao personagem.
Em 2020, esse ícone ganhou uma nova leitura. Avaliado em cerca de £3,3 milhões (aproximadamente R$20 milhões, à época), o Aston Martin DB5 de James Bond voltou à vida por meio do projeto DB5 Goldfinger Continuation, desenvolvido pela Aston Martin Works em parceria com a EON Productions, responsável pela franquia 007.
Assim, o projeto consolidou o DB5 como um objeto de coleção de altíssimo nível, posicionado entre o universo automotivo, o cinema e o mercado de luxo.
A Aston Martin Works, divisão dedicada à restauração, manutenção e preservação do legado da marca, tem como missão manter viva a história de seus modelos mais emblemáticos. Dentro desse contexto, nasceu o programa Continuation, que propõe a recriação fiel de automóveis históricos, respeitando especificações originais, métodos artesanais e padrões de época.
O Aston Martin DB5 Goldfinger Continuation é um dos projetos mais emblemáticos dessa iniciativa. Ao invés de reinterpretar o modelo com tecnologias contemporâneas, a proposta foi reproduzir com exatidão o carro visto no cinema, preservando sua identidade estética, mecânica e simbólica.
O resultado foi uma série extremamente limitada a apenas 25 unidades, todas produzidas de forma artesanal, com atenção minuciosa aos detalhes e fidelidade histórica.
Cada unidade do Aston Martin DB5 Goldfinger Continuation foi construída para refletir o máximo possível o veículo utilizado nas filmagens de Goldfinger. Isso inclui também uma série de elementos funcionais inspirados nos famosos “gadgets” do universo James Bond.
Entre os recursos presentes nas unidades Continuation, destacam-se:
Placas de identificação giratórias;
Sistema de cortina de fumaça traseira;
Recriação das metralhadoras dianteiras;
Painéis e comandos inspirados no carro cinematográfico.
Apesar de plenamente funcional do ponto de vista mecânico, o Aston Martin DB5 Goldfinger Continuation não é homologado para circular em vias públicas.
Isso ocorre porque o projeto não foi desenvolvido para atender às exigências regulatórias modernas de segurança e emissões.
A proposta do modelo não é o uso cotidiano, mas sim a preservação histórica e a experiência de posse de uma peça única. Trata-se de um automóvel pensado para colecionadores, museus privados, eventos exclusivos e apresentações controladas.
Nesse sentido, o DB5 Continuation se aproxima mais de uma obra de arte funcional do que de um veículo convencional.
O valor estimado de £3,3 milhões por unidade, divulgado em 2020, posiciona o Aston Martin DB5 Goldfinger Continuation entre os automóveis mais caros já produzidos pela marca em tempos recentes.
Esse valor é sustentado por uma combinação de fatores:
Produção extremamente limitada;
Legitimidade oficial da Aston Martin e da EON Productions;
Relevância histórica e cultural;
Execução artesanal;
Vínculo direto com a franquia James Bond.
No mercado de bens de luxo, essa combinação cria um nível de escassez praticamente impossível de reproduzir, transformando o modelo em um ativo de interesse global para colecionadores de alto patrimônio.
Mais de seis décadas após seu lançamento original, o Aston Martin DB5 permanece relevante como parte do patrimônio cultural do século XX. Sua associação com James Bond consolidou uma imagem que atravessa gerações, conectando cinema, design e engenharia britânica.
O projeto Goldfinger Continuation reforça esse papel ao tratar o automóvel como herança viva. Ao recriar o DB5 com rigor histórico, a Aston Martin também reafirma sua posição no segmento de luxo extremo.
No contexto atual do mercado de luxo, peças como o Aston Martin DB5 Goldfinger Continuation ocupam uma categoria própria. Elas não competem com superesportivos contemporâneos nem com veículos de uso diário. Seu valor está na história, na autenticidade e na impossibilidade de substituição.
Assim como relógios raros, obras de arte ou memorabilia cinematográfica, o DB5 Continuation representa uma convergência entre investimento, legado e identidade cultural.
O Aston Martin DB5 se tornou um símbolo duradouro de sofisticação, engenhosidade e narrativa. O projeto Continuation cristaliza essa condição ao transformar o automóvel em um objeto definitivo de coleção.
Ao recriar o DB5 de James Bond com tamanha fidelidade, a Aston Martin reforça que, no topo do mercado de luxo, o valor não está apenas na inovação tecnológica, mas na capacidade de preservar e reinterpretar a própria história.
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